sexta-feira, 8 de maio de 2009

Especial - Abelha Jataí


A abelha indígena sem ferrão jataí é abelha das mais conhecidas na América Tropical. Vive desde Missiones na Argentina, até o sul do México (Nogueira-Neto 1970). A primeira citação sobre esta espécie foi feita por H. Müller, em 1875. No início do século XX, outros pesquisadores também se interessaram pela abelha jataí como von Ihering (1903), Mariano-Filho (1911) e F.Muller (1913) etc. Atualmente, dezenas de trabalhos científicos tratam desta espécie de abelha. (Base de Dados da USP-Ribeirão Preto).

Segundo Silveira et al 2002, o gênero Tetragonisca Moure, 1946 têm apenas três espécies reconhecidas sendo duas presentes na fauna brasileira: T. angustula (Latreille, 1811) e T.weyrauchi (Schwarz, 1943), esta com ninhos aéreos. A distribuição geográfica da primeira espécie é bem ampla ocorrendo nos Estados de AM, AP, BA, CE. ES, GO, MA, MG, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RO, RS, SC E SP. A distribuição da weyrauchi é mais restrita, ocorrendo no AC e RO, acrescida de MT por Nogueira-Neto (Cortopassi-Laurino & Nogueira-Neto 2003) e na Bolívia na cidade de Cobija. A abelha jataí é das espécies mais adaptáveis em relação ao hábito de nidificação.
Vive nas grandes e pequenas cidades, nas florestas virgens e capoeiras, nos cerrados, nos moirões de cerca, nos ocos dos paredões de pedra, etc (Nogueira-Neto 1970). Já foi observada também nidificando em garrafas tipo pet, em ninhos abandonados de pássaros como nos do joão de barro, em caixas de medidores de luz, em frutos tipo cabaça, etc. Entretanto, em ambientes naturais ou pouco alterados, esta espécie utiliza mais comumente ocos de árvores, nidificando, com freqüência, na sua parte basal, ou no "pé de pau" como é conhecido popularmente.
No nosso meliponário urbano temos alguns exemplares dessa bela abelha que sempre estão rodeando as várias roseiras de nossa casa, são bem pequenas mas compensam o tamanho através da população e da valentia, quando são manejadas muitas vezes beliscam palpebras e sobrancelhas. Seu mel tem sabor um pouca ácido, meio azedinho, muito saboroso. É muito conhecida no meio melipônico como a abelha de hábito mais higiênico de todas as espécies.
Kalhil Pereira França

7 comentários:

  1. Parabéns pelo blog, achei fantástico, e muito bom saber que tem pessoas especiais nesse nosso pais que faz um trabalho assim muito interessante. Um forte abraço.Braz Vilea

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  2. Armando Pilleggi - São Carlos - SP20 de fevereiro de 2011 15:11

    Parabéns pelo trabalho. Não me cansaria de aprender sobre essa maravilha da natureza. Como sugestão, no caso da Jataí (uma de minhas preferidas), como exemplo, gostaria de mais fotos e maiores datalhes sobre as propriedades de seu mel. É importante também salientar que muita gente, por ignorância, acaba destruindo suas colônias e os próprios espécimes.

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  3. Muitíssimo obrigada pelas informações! Há tempos tenho procurados informações mais detalhadas e práticas como as suas. Ontem encontrei um tronco caído com jataí e não tinha a menor idéia em como transferí-las. Agora, mãos a obra!

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  4. Olá, boa noite.

    Estou começando uma pequena criação de abelhas jataí e gostaria de receber algumas instruções de como multiplicar as colméias e como protege-las do ataque de invasoras, principalmente o ataque de uma abelhinha preta que não sei o nome. Ma o ataque dela é fulminante, literalmente destrói tudo.

    Se possível for, mande seus comentários para meu e-mail gilsongugel@yahoo.com.br. Fico grato.

    Parabéns elo blog e pela luta na preservação da natureza.

    Abraço.

    Gilson Gugel.

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  5. Ola Kalhil!
    Primeiramente meus parabéns por seu Blog e por tirar nossas dúvidas referente as especies nativas.
    Eu fiz uma ultima divisão de abelhas neste verão de 2013, Jatai, e não deu para ver se em algum disco de cria havia uma célula maior para dar postura a uma princesa. Neste caso o que acontece futuramente com este ninho?
    Obrigado.

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  6. Prezado Alan,

    Nesse caso, quando a colônia filha fica sem realeiras, ocorre duas coisas: ou a colônia nova consegue um rainha virgem que entra de maneira voluntária sentindo a ausência dos feromônios de uma rainha já ativa ou ela vira zanganeira e acaba perecendo, devido a ausência de postura sadia, devido ao fato da postura zanganeira só gerar machos, que não desempenha atividades.

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  7. Ola meu nome é cristiano,reviro varios sites sobre jatai ,para me informar melhor,ja achei varios ninhos onde trabalho e é impossivel removelos ,quero saber quanto tempo demora para soutar enchame?ou devo procurar a celula real?meu e_mail
    Cris_vp@hotmail.com

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