quarta-feira, 13 de junho de 2018

As Caixas "Abandonadas"!


Como disse na postagem anterior fui ao encontro de algumas poucas caixas de Jandaíra que tempos atrás tinha deixado esquecidas em meio a mata do sítio. Pois bem, é sabido por todos a especial adaptação que as Jandaíras (melipona subnitida) possuem de se adaptarem as peculiaridades da caatinga, terra naturalmente quente e seca.


Depois de quase 5 anos esperava encontrar as colônias em estado bastante deplorável, afinal de contas todo esse tempo sem nenhum manejo certamente teria comprometido sua qualidade. Dai vou me aproximando lentamente da entrada das caixas e fico a observar o entre e sai de abelhas.


Não demora muito e percebo que o volume é significativo. Atrevo-me a bater em uma das caixas de modo a sentir a resposta à agressão. Nesse momento sou atacado por algumas centenas de abelhas que rapidamente procuram meus cabelos e mucosas no instinto natural de defesa.


Sem sombra de dúvida concluo que as colônias estão ativas e pelo peso das caixas já possuem uma boa reserva de mel. Ao final do dia retorno ao local e levo comigo de volta a Mossoró os enxames para melhor analisá-los em casa.


Hoje resolvi abrir para verificar in loco como estão. Bem, as fotos falam por si, com exceção de uma caixa que merece uma troca de rainha, as demais possuem boas reservas de mel e crias em abundância. das 04 (quatro) colônias que trouxe, 02 (duas) poderiam ser divididas. Mas não farei isso no momento.

Por hora vou substituir as caixas por novas e trocar a rainha velha por uma nova. Quero apenas providenciar uma morada mais dignas as minhas amigas e uma nova rainha, de modo a proporcioná-las uma melhor estadia na área urbana.

att,


Mossoró - RN, em 13 de junho de 2018.

Kalhil Pereira França
 Meliponário do Sertão 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

De volta pra casa!

Quando bem mais moço, servindo a Marinha do Brasil como simples marinheiro de convés na plenitude de meus 18 anos de idade na cidade do Rio de Janeiro, uma das coisas que mais gostava era da derrota! Não me refiro a substantivo derrota que nos remete ao fracasso, a perda... mas aquela velha expressão usada pelos marujos para indicar o caminho de volta. Na Marinha derrota tem outro significado - rumo contrário ao da rota traçada, o que naturalmente nos remete ao caminho de volta pra casa.


Pois bem, é com esse sentimento de retorno que escrevo essa nova postagem depois de alguns anos sem quase ou nenhum contato com o mundo das abelhas sem ferrão! Os motivos desse distanciamento agora não vem ao caso, nem tão pouco são dignos de registro. Mas o fato é que, mesmo distante, acompanhava à distância o vai e vem das minhas pequenas aladas nesses últimos 5 anos de seca que muito castigou o sertão.

Mas como nem toda alegria é pra sempre e nem toda desgraça perdura pela eternidade, esse ano o Grande Arquiteto do Universo abençoou o sertanejo com um bom ano de inverno, e que inverno! Chuvas não faltaram, pelo contrário... Rios que outrora mostravam o rachão da terra hoje correm em leitos verdejantes, açudes sagram, barragens recuperam seu volume natural, o homem do campo volta a sorrir e ter esperança.


Ainda na semana passada, depois de muita saudade, voltei no meu pequeno pé de serra, na bucólica cidade de Taboleiro Grande, interior do Rio Grande do Norte.  E como é revigorante voltar ao sertão. Lugar de minhas origens e eternas recordações maravilhosas, lugar de gente simples, mas não menos valorosa e cativante. Lugar de minhas Jandaíras!

Ainda muito cedo sou acordado pelo canto dos pássaros e fico a escutar o chocalho do gado que já sai em direção ao pasto. Tomo aquele bom café com leite com bolo, muito queijo da terra e coalhada, tudo feito aqui mesmo no sítio e vou em direção ao milharal que a essa altura já está no ponto de colheita.


No caminho vou atento a cada detalhe, sentindo o cheiro de mato verde ainda molhado pelo sereno da noite, ouvindo o canto do corrupio, olhando o rastro da raposa que na noite anterior passou por ali, percebendo as formigas que trabalham sem parar aproveitando cada folha caída ao chão. Andando sozinho sou coberto por um sentimento de muita paz, um tranquilidade que não encontramos na velocidade das grandes e violentas cidades do país.


A certa altura do caminho me lembro do meu velho avô! Mesmo após 7 anos de sua morte impossível não me recordar de nossas caminhadas por essa mesma vereda. Ao seu lado, muitas foram as lições tiradas nessas rápidas e divertidas caminhadas. 


Após esse nostálgico momento vou me aproximando do milharal. Tamanho é meu espanto ao observar a quantidade plantada. Esperava algumas poucas fileiras, mas devido a fartura do inverno plantaram quantidade bem mais que o habitual. Esse ano criação nenhuma morre!

Colho algumas espigas e lembro de alguns velhos cortiços de Jandaíra que andavam pendurados nas mangueiras do sítio. Depois muitos anos sem manejá-las esperava encontrar suas caixas em estado lastimável.

Bem, essa parte eu vou pular.... Não vou contar como encontrei as colônias, vou deixar esse relato para a próxima postagem, pois servirá para mostrar o poder de adaptação da abelha Jandaíra aos desafios do clima quente e seco da caatinga, região essa que muito me fascina.   


E por falar em Jandaíras trouxe comigo de volta a Mossoró algumas das poucas colônias que por ali se encontrava para um reinício, ainda tímido, é bem verdade, mas com o mesmo entusiasmo de quando minha criação ultrapassada as centenas de caixas racionais. De fato, não desejo levar a coisa ao patamar de antes. Pra falar bem a verdade, uma criação daquele nível dá muito mais trabalho que prazer e não é isso que procuro no momento. 

O desejo é de apenas retornar, sem o compromisso de antes, sem as preocupações de antes, sem a quantidade de antes... mas com o desejo e amor de antes pelas abelhas Jandaíras.

att,


Mossoró-RN, em 11 de junho de 2018.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

terça-feira, 31 de março de 2015

Revisão regular: o segredo de um bom desenvolvimento.

Mesmo distante e tendo que enfrentar um trânsito complicado, vez por outra acabo aproveitando o intervalo do almoço no trabalho para ir no meliponário. Não me demoro muito, mas são essas visitas rápidas que garantem a permanente qualidade na postura de meus enxames. Como já disse aqui outras vezes, acompanhar o desenvolvimento dos enxames mais novos é missão primordial para qualquer meliponicultor que se preze, afinal de contas as meninas na fase inicial de desenvolvimento precisam de alimentação artificial regular.


Além disso, nessa fase as abelhas são suscetíveis ao ataque dos forídeos (dípteros), que são pequenas moscas que acabam infectando as colônias com centenas de ovos que geram larvas e acabam destruindo quase tudo.


Nesta tarde aproveitei o momento de sol pleno para inspecionar meus enxames de Uruçu Verdadeira. Hoje não levei alimento, muito embora tenha me arrependido, pois alguns enxames jovens e outras colônias mais fortes já estão baixando seus estoques. Nessa época as abelhas consomem muita energia, pois estão em pleno desenvolvimento. Para vocês terem uma ideia do trabalho, para cada kg de cera produzido pelas abelhas são necessários 10kg de mel gasto em energia. Ou seja, o trabalho consome boa parte das reservas, principalmente por que nossa criação é focada na produção de novas matrizes.


(caixa fraca, presença de problemas)

Ao inspecionar uns dos enxames que foi formado no início do mês de março percebi que a colônia não está se desenvolvendo bem. Como podemos observar acima, temos poucas abelhas na caixa e nenhuma postura nova formada, apenas dois potinhos de alimento seco e nenhum sinal de rainha fecundada. Pouca cera e presença de fungos na caixa, o que denota a dificuldade no controle da umidade e temperatura. Ou seja, a colônia está precisando de nossa ajuda.


 (poucas abelhas, postura de obreiras, sem rainha)

Nestes casos a solução não é só alimentar. Mesmo que eu colocasse muito alimento aqui esse enxame não se desenvolveria. Pelo contrário, alimento em excesso aqui só vai atrapalhar pois todo alimento artificial fornecido passa por um processo de transformação com as enzimas das abelhas. E como temos poucas abelhas ele certamente fermentaria, se tornando assim impróprio para o consumo das abelhas.


O mais adequado aqui é procurarmos um caixa de abelhas que possa fornecer não só potes de mel, mas também novas abelhas. O que eu faço é simplesmente procurar uma colônia que tenha um sobre ninho com potes e boa quantidade de abelhas.


 (Enxame já formado, estabilizado e com muitos potes)

Em seguida, troco os módulos de lugar. Ao fazermos isso boa parte das abelhas da caixa que doou o módulo cheio de potes vão juntas. Mas alguém pode perguntar: mas não haverão brigas? As abelhas não vão estranhar uma caixa com outras abelhas?


Bem, antes de responder essa pergunta é preciso esclarecer uma questão. O manejo das abelhas sem ferrão, notadamente as meliponas, não obedece as mesmas regras de manejo das abelhas de ferrão. Várias pesquisas científicas, especialmente as produzidas pelo Prof. Dr. Kerr, já nos provaram que existe uma grande flexibilidade e aceitação nas abelhas sem ferrão de novos feromônios diferentes da rainha.


Assim sendo, respondemos a pergunta com um simples não. Muito embora as abelhas possam estranhar ausência do cheiro da rainha da colônia que doou o sobre ninho, não brigarão com as outras abelhas já existentes na caixa fraca.


Além disso as abelhas da caixa fraca são, na sua grande maioria, abelhas novas e que ainda não “aderiram” (devido à ausência de rainha) a nenhum feromônio real, afinal de contas, não temos nenhuma rainha na caixa ainda.


Outro ponto positivo é que mesmo que algumas abelhas voltem para colônia antiga, boa parte das abelhas que foram juntas com o módulo permanecerão normalmente na caixa que recebeu os potes por serem abelhas novas e não estarem na fase de coleta externa (fase final de vida das abelhas e onde elas apreendem a voar).


(caixa fraca após a introdução de novo módulo e com mais abelhas)

Após realizar o processo de transferência já podemos observar que a quantidade de abelhas na caixa aumentou e os potes doados ajudarão a acelerar o desenvolvimento da colônia até a formação da rainha. No resto é só acompanhar e esperar que elas possam agora sozinhas (ou mesmo com os nossos empurrões) se desenvolverem e gerarem mais uma nova rainha, até chegarem ao padrão abaixo.

 (caixa matriz com ótima postura)


Natal/RN, dia 31 de Março de 2015

Kalhil Pereira França Thurner
Meliponário do Sertão

sexta-feira, 6 de março de 2015

O sucesso das Uruçus Verdadeiras em Natal/RN

Depois de muito tempo longe deste espaço, volto para relatar um pouco das minhas “aventuras” nos últimos dias no mundo das amáveis abelhas sem ferrão. Devido a minha mudança de Mossoró para Natal, estive durante muito tempo sem a possibilidade de criar as abelhas de maneira apropriada.

Nesse período perdi alguns enxames e pouco dei assistências as abelhas. Entretanto, finalmente encontrei um local bastante apropriado à criação. Antes de mais nada é preciso registrar que mudei o foco de minha criação. 

(colônia matriz de Uruçu Verdadeira - melipona scutellaris)

Por aqui as abelhas Uruçus são bem mais adequadas a criação racional pela melhor adaptação ao clima quente e único da mata atlântica, muito embora mantenha ainda algumas colônias de Jandaíra aqui e no interior.

Estou focando com força na Uruçu Verdadeira que, na minha opinião, é uma abelha fantástica. Venho multiplicando-as com grande sucesso por aqui. Neste último mês de janeiro fiz 10 novas colônias e todas geraram rainhas em menos de 15 dias. 

(divisão - colônia nova com 40 dias de postura)

Estou bastante satisfeito com o desenvolvimento das minhas colônias, fato que atribui principalmente ao meu manejo adequado, uma alimentação de reforço sempre que necessário e a seleção das melhores colônias para divisão.

(colônia matriz de Uruçu Verdadeira - uma das melhores abelhas do Brasil)

Minhas colônias, mesmo após as divisões recentes, estão com nova postura batendo a tampa da caixa. Devidos as últimas fortes chuvas em Natal e região temos encontrado uma abundância de flores, o que proporciona as abelhas muito pólen. Fato este refletido numa postura em constante crescimento.

Registro ainda minha participação no último dia 22 de fevereiro na cidade de João Pessoa para participar de fundação da Associação de Meliponicultores do Estado da Paraíba, fato este bastante significativo para meliponicultura local.

(fundadores e eleitos para a primeira gestão da Associação de Meliponicultores da PB - AMEL)

Nesses tempos de seca no campo e falta de água nas grandes metrópoles, é mais que chegada a hora da atividade sair do anonimato para levantar a bandeira da preservação das abelhas nativas que por intermédio da polinização são os animais diretamente responsáveis pela preservação das nossas florestas, nossa maior fonte de água.

Natal/RN, em 06 de março de 2015.

Kalhil Pereira França Thurner

Meliponário do Sertão

domingo, 19 de outubro de 2014

Dia com amigos da AME-Rio (Parque Natural Municipal da Catacumba)

De lua de mel pela cidade maravilhosa, tive a grata satisfação de ter sido convidado pelos amigos meliponicultores Wincler e Sérgio, sócios da Associação de Meliponicultores do Estado do Rio de Janeiro (AME-Rio), para uma tarde bastante agradável com as abelhas no Parque Natural da Catacumba, situado as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Assim que chegamos ao local fomos recebidos oficialmente pelo gerente do parque que nos contou a história de sua criação. O local, atualmente em processo de recuperação avançado de flora e fauna, foi da década de 70 uma favela. A gestão municipal à época retirou a população do local, tratou, recuperou e deu início a criação oficial do parque de preservação ambiental da catacumba. 




No local há um pequeno meliponário modelo que serve de instrumento de capacitação e educação ambiental. Esse trabalho da AME-Rio junto aos parques no Rio de Janeiro tem sido muito importante para o crescimento e expansão da meliponicultura. Há uma atividade semelhante realizada na Floresta da Tijuca.


No local temos algumas caixas de Mandaçaia, Iraí e Jataí. Todas muito bonitas e bastante populosas. As caixas usadas são as projetadas pelo meu querido amigo Pedro Paulo Peixoto que, muito embora respeite, não gosto pelo fato de dificultar, na minha humilde opinião, o manejo quando da presença de mel nas colônias.




















A convite do colega Wincler realizamos a multiplicação de um enxame de mandaçaia (m.q.q.), Para os que não conhecem a mandaçaia do sul (também conhecida com Mandaçaia quadri quadri), trata-se de uma melipona extremamente dócil e com mel de sabor bastante agradável. Sua principal característica é a grande presença de resina e barro dentro dos enxames.






No passado já tive por aqui, mesmo não sendo nativas de minha região, essas abelhas em meu meliponário. Todavia não tive muito sucesso pois o clima quente e seco do RN foi um complicador no manejo, tendo em vista que são nativas de regiões mais frias. Na verdade hoje sou adepto da seguinte tese: cada "abelha" no seu galho!!! Ou seja, cada meliponicultor deve manejar as abelhas de sua região. Isso evita muitos problemas, especialmente o enfraquecimento dos enxames a longo prazo pela limitação de enxames naturais.  



Enfim, foi uma tarde muito rápida, mas bastante agradável. Tivemos a oportunidade de trocar algumas experiências, fato este que fortalece muito o conhecimento entre amigos meliponicultores. Agradeço imensamente aos meliponicultores da AME-Rio pelo convite. Espero na próxima visita ao Rio de Janeiro ter mais tempo para participar oficialmente de alguma reunião desta Associação que tenho um grande carinho.


Natal, em 19 de novembro de 2014.

Att,


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

Obs: Agradecimento especial a minha amada esposa Marcelle Thurner que, muito embora não esteja nas fotos, estava em todos os momentos ao meu lado, exceto na hora da abertura das caixas por que até hoje, mesmo eu mostrando que as abelhas são completamente inofensivas, ainda morre de medo das minhas meninas abelhas sem ferrão, rsssssssssss.... 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os Bombons protéicos do Cappas...

Nesse período de abundância de alimento no campo, pouco nos preocupamos com a alimentação das abelhas. Na verdade, há um maior atrativo pelo néctar e pólen das plantas em vez da alimentação artificial, tendo em vista se tratar do alimento natural das abelhas. 

Mesmo assim, nos enxames mais novos torna-se importante fornecer alimento artificial para facilitar o crescimento dos enxames ou mesmo ajudar a estimular a postura das rainhas.

Assim sendo, vou, mais uma vez, ensinar uma receita já conhecida dos amigos meliponicultores, pórem fornecida de maneira bem interessante.

Trata-se dos famosos bombons do Prof. João Pedro Cappas, famoso pesquisador português de insetos sociais. O Cappas, como é mais conhecido, desenvolveu um método para fornecer a ração proteica, uma espécie de bombom de pólen artificial à base de extrato de soja ou levedo de cerveja que substitui o pólen natural.


A receita é simples e consiste basicamente em misturar: extrato de soja (cerca de 500g); mel puro de apis (100ml) e um pouquinho de pólen colhido da caixa das abelhas. Recomendo sempre usar mel puro, nunca xarope, pois este último facilita a proliferação de bolor.


É importante colher o pólen de algum pote das colônias pois esse alimento possui microrganismos que irão fermentar o alimento artificial. Sem ele há receita não dá certo por que as abelhas não aceitam o alimento sem está levemente fermentando. Além disso, a ração fica com o mesmo gosto do pólen das abelhas, sendo assim mais palatável.


Misturamos inicialmente tudo com uma colher e na medida que massa for tomando forma vamos usando a mão mesmo. Pra saber o ponto ideal basta verificar se a massa está grudando nas mãos, caso positivo acrescente mais extrato de soja até a massa ganhar liga e torna-se homogênea.

Feito isso colocamos a massa num recipiente com tampa e deixamos a ração fermentar por aproximadamente 15 (quinze) dias. Esse é o tempo necessário para a massa ganhar as mesmas qualidades do pólen natural que foi misturado no preparo da ração. Após esse tempo ela apresentará uma coloração marrom. Ficará com o cheiro e gosto muito similar ao alimento natural das abelhas.


Agora é que vem o truque do bombom para facilitar a aceitação da ração artificial nas abelhas. Para fazer os bombons vamos precisar de cera bruta de apis, um palito para churrasco e a ração pronta.


O primeiro passo é fazer bolinhas do tamanho natural do pote de pólen das abelhas que vamos fornecer. Em seguida basta a gente derreter um pouco de cera natural das abelhas europeias em algum recipiente. Eu costumo fazer isso no próprio microondas, pois é bem mais rápido que o processo em banho-maria.


Depois furamos com o palito de churrasco as bolinhas da ração e mergulhamos de duas a três vezes dentro da cera derretida. Esperamos esfriar e retiramos os bombons de pólen cobertos pela camada de cera prontos para serem servidos as colônias.

Depois de pronto basta colocar no cantinho da caixa para que sejam fixados pelas abelhas. Não demora muito e todo alimento passa a ser consumido pelas abelhas sem nenhum tipo de rejeição. 



Devemos lembrar que o pólen é o principal responsável pela qualidade da postura de nossas colônias, a presença desse alimento é extremamente importante para um rápido crescimento na ovoposição realizada pela rainha.

Assim fica a dica, estando a colônia sem pólen natural devemos fornecer a ração proteica para manter o ritmo de crescimento saudável de nossas abelhas.

att,

Mossoró, em 14 de abril de 2014.



Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão


quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Amor-Agarradinho (plantas meliferas)

Hoje vou falar de umas das trepadeiras mais charmosas que conheço, o amor-agarradinho.

De nome cientifício antigonon leptopus, também conhecida popularmente como amor-entrelaçado, bela-mexicana, cipó-coral, cipó-mel, coralita, lágrima-de-noiva etc. É uma ótima opção para jardins, pois tem grande atratividade para as abelhas, suas flores são visitadas por todas as abelhas, borboletas e muitos beija-flores.


Essa planta possui uma bela explosão de flores de coloração rosa, o que provoca um ar muito romântico a qualquer ambiente. As inflorescências são compostas de muitas flores rosadas ou brancas, dependendo da variedade, e se formam durante a primavera e o verão. 



É semi-lenhosa, mas não tanto vigor, essa característica concede a mesma ficilidade para adaptação a praticamente qualquer tipo de suporte, desde cercas vivas até arcos de decoração. Suas folhas são bem fechadas e proporcionam um bela sombra para todas as estações do ano. 


Devem ser cultivados a pleno sol em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. As adubações periódicas estimulam uma floração intensa. Multiplica-se por sementes, estaquia e alporquia.

att,

Mossoró/RN, 03 de abril de 2014.

Kalhil Pereira França
Mossoró/RN


terça-feira, 1 de abril de 2014

Sucesso total do nosso 1º Curso de Meliponicultura!!!

Entre os dias 22 e 23 de março do corrente ano realizamos nosso 1º Curso de Meliponicultura em Mossoró/RN. O evento foi um grande sucesso e contou com a participação de 12 novos iniciantes na atividade.


Recebemos nossos alunos na Loja Maçônica Jacques Demolay de Mossoró, local escolhido para a aula teórica que durou toda manhã do dia 22. Iniciamos nossas atividades esclarecendo as peculiaridades das abelhas sem ferrão, demonstrando sua importância para biodiversidade da nossa flora nativa.


Abordamos ainda todos os conhecimentos básicos de biologia desses animais, notadamente as diferenças entre as respectivas castas: rainha, operárias e machos. Logo em seguida fizemos uma pequena pausa para coffee break e demonstração de caixas racionais e 05 espécies de abelhas sem ferrão atualmente criadas em nossos meliponários.



Após intervalo continuamos falando sobre as características dos diferentes processos de formação de rainha entre meliponas e trigonas, estruturas dos ninhos, tipos de caixas para abelhas sem ferrão, métodos de multiplicação, manejo de inspeção periódica, alimentação artificial proteica e energética, inimigos naturais e suas formas de prevenir, forídeos, instrumentos para manejo, colheita, envase e armazenamento do mel das abelhas sem ferrão.


No segundo dia, também pela manhã, realizamos todas as atividades necessárias para o primeiro contato com o manejo das abelhas sem ferrão. Tivemos o prazer de realizar várias inspeções e algumas divisões de Uruçu Verdadeira e Jandaíra.





Ao final do curso sorteamos entre os participantes do curso dois exemplares do Livro "Guia de Plantas Visitadas Por Abelhas Na Caatinga" e duas colônias de Jandaíra.





Foram dois dias muito prazerosos, onde tivemos a oportunidade de mergulhar no fascinante mundo das abelhas sem ferrão. Acredito que foi bastante prazeroso para todos, especialmente para todos que fazem o Meliponário do Sertão.

Ainda esse ano, devido a grande procura, faremos outro curso no intuito de divulgar a meliponicultura e estimular os amantes da natureza a criarem nossas amáveis abelhas sem ferrão.

att,

Mossoró/RN, 1º de Abril de 2014.


Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

quarta-feira, 19 de março de 2014

Últimas informações sobre o Curso de Meliponicultura

Prezados amigos inscritos no Nosso Curso de Capacitação de Meliponicultura,

 
Cronograma de atividades do Curso (dia 22 e 23 de março do corrente ano)


Dia 22/03/14 (Local: Loja Maçônica Jacques Demolay, rua José de Almeida, 21 - bairro nova betânia, por trás do Pitsburg de Mossoró/RN)


1- Chegada dos participantes: 8:00h às 08:30h

2- Início das atividades (parte teórica): 08:30h às 10:00h

3- Pausa para coffee break : 10h às 10:15h

4- Retomada das atividades (parte teórica): 10:15h às 11:30h
 

 Dia 23/03/14 (Local: Loja Maçônica Jacques Demolay, bairro nova betânia, por trás do Pitsburg de Mossoró/RN) 

1- Chegada dos participantes: 8:00h às 08:30h

2- Início das atividades (parte prática): 08:30h às 10:00h

3- Pausa para coffee break : 10h às 10:15h

4- Retomada das atividades (parte prática): 10:15h às 11:30h

Para chegar ao local basta pegar a av. João da Escóssia com direção ao Shoping, após a passar pela praça do Rotary, entrar na segunda rua a esquerda (rua Rita Silvana de Moura), em seguida a próxima a direita (rua Moisés da Costa) e em seguida a próxima a esquerda (rua José de Almeida, 21).