terça-feira, 28 de dezembro de 2010

50 Anos de União!!!

Nesse último fim de semana estive em Tabuleiro Grande-RN para participar dos festejos do Natal e das comemorações dos 50 anos de casamento de Seu José Carneiro e Dona Terezinha, meus avós maternos.

Já era tarde quando por volta das 14:00h da sexta-feira pegamos a estrada em direção aquela pequena cidade no oeste do Estado.

Já no caminho vou aos poucos observando o horizonte procurando por chuvas, nos últimos dias tem chovido de maneira fraca e esparsa, mas o suficiente para mudar bastante o ambiente, no sertão é assim, bastam algumas gotas do céu para natureza mostrar a sua beleza, o pasto rapidamente cresce passando a alimentar aqueles que tem fome.


Não demora muito e sou surpreendido por uma chuvinha de verão que deixa o tempo abafado, mas agradável. A minha fiel escoteira me acompanha na viagem sorridente e com seu ferrão empinado, a todo tempo me fazia lembrar de algumas colônias de Jandaíra que tinha deixado em Mossoró-RN, na pressa sai de casa sem alimentar umas divisões recentes.


Após pouco mais de 1 hora de viagem chegamos ao nosso destino, ao entrar na Cidade paro para apreciar a vista da serra de Porta Alegre, Tabuleiro é muito pequena, mas fica imensa em beleza quando observada com a Serra ao fundo.

Sem demora pegamos a velha estrada carroçal que dá acesso a zona rural e logo me deparo com o leito do Rio Apodi, no inverno ele fica intransitável sendo o acesso feito por canoas, mas devido à seca o velho Rio está completamente seco sendo fácil transitar por ele.

Continuamos na Estrada e ao longe vamos avistando a Velha Casa Grande, mesmo em plena seca o mato está verde e uma pequena rama vem crescendo no pasto, as ovelhas, que outrora não tinham nada pra comer, agora comem desesperadamente aproveitando a oferta divina.


No nordeste existe um ditado popular que diz que quando cai chuva no mês de dezembro é sinal de bom inverno para o agricultor, e de certo parece que a coisa tem fundamento. Bem, o caboclo tem suas razões que nem ele sabe explicar, quando isso acontece geralmente a obra é de autoria divina.

Ao chegar percebo que a casa está cheia, os alpendres da casa grande estão lotados com carros de toda a família, ninguém queria perder a festa dos 50 anos de uma geração, não é todo dia que se faz 50 anos de casado e nós não poderíamos perder uma ocasião tão especial. Assim que chego vou direto falar com o Patriacar da Família que está a esperar por todo mundo sentado na sua tradicional cadeira de fitilhos. Sem poder me alongar muito devido a concorrência dos muitos filhos, netos e bisnetos sou forçado a apenas beijá-lo e pedir a sua benção, em seguida saiu falando com restante da grande família e pedindo a benção a demais autoridades superiores.

Mal acomodo minhas coisas em um dos quartos e sou convidado a ir direto ao cocho das mangas, ponto de parada obrigatória para quem chega a essa casa, todas no ponto de uma maravilhosa degustação, cada uma mais doce que a outra, nem se compara com aquelas que a gente compra no supermercado que só tem água e nenhum sabor. Nem sei quantas chupei, mas lembro da boca cheia de fiapos.

Após a comilança sai mato adentro procurando pelas abelhas, durante essa época o meliponário rural fica praticamente desativado, pois a seca não perdoa. Somente agora começo a trazer algumas colônias para cá, ano passado, devido a forte seca assolou a região, fui praticamente obrigado a levar quase tudo para Mossoró-RN, mesmo assim ainda perdi mais de 30 caixas de Jandaíra nova, depois de aprendido a lição a duras custas só trago novamente no auge da florada.

Com o início das chuvas e principalmente devido ao seu tempo de floração o Velame está coberto em flor. O Velame tem uma florada incrível, produz um mel muito saboroso e de tonalidade bem clara.

As abelhas não perdem tempo e caem em cima com força. Vou caminhando e me deparo com várias meninas entre as flores, nessa época quase não existem outras florações e a Africanizada colhe o que pode para manter o seu enxame. Ao passear pelos pés de Velame escuto o ronco das abelhas trabalhando, é tanta abelha que a impressão que se tem é que existe algum enxame nas proximidades.

Durante a minha observação consegui fazer essa foto maravilhosa que mostra toda a beleza da Apis durante o seu árduo trabalho de coleta de néctar e pólen.

Já quando voltava em direção a Casa Grande cruzo pelo antigo e também florido pé de Cajarana, quando criança eu brinquei muito entre esses galhos, aqui gerações de filhos, netos e bisnetos foram criadas de forma muito salutar, em baixo desse pé havia um antigo pilão onde eram pisados diversos alimentos, um dos meus passatempos prediletos era observar meus tios trabalhando naquele velho pilão. Graças a Tecnologia o mesmo foi substituído e dele só restou o pequeno toco que o escorava.

Assim que retorno me deparo com familiares preparando a carne para o churrasco, na verdade esse churrasco começou na sexta e só parou no domingo e mesmo assim a muito custo. Pois se dependesse dos papudinhos de plantão (o que não faltou) só parava na segunda.


Logo que a carne começa a ficar no ponto iniciamos os trabalhos do dia com muita cerveja gelada, é dia de festa e que festa, no geral foram algumas galinhas e guinés, um carneiro e um boi, que alimentou muita gente, fazia tempo que não via tanto parente junto, tivemos muitos assuntos para atualizar.

No meio da brincadeira dois dos meus primos que moram aqui no sítio saem para caçar, devido ao difícil acesso essa região ainda é muito bem preservada, principalmente pelo fato das proximidades com a serra, o que proporciona a existência de muitos animais que em outras regiões praticamente não existem mais.

Prova é que antes mesmo do fim da tarde eles voltaram com esse belo Veado do campo abatido. Rapidamente o bicho foi tratado e levado ao fogo, poucas horas depois já estava sendo saboreado por todos nós.
A noite foi caindo e demos pausa no churrasco, pois a hora dos parabéns vinha chegando, a meia-noite comemorarmos a data tão especial. Na foto acima estou em meio a Dona Terezinha e Seu Carneiro. A primeira, mulher de fibra e determinação, a frente do seu tempo e acima de tudo extremamente inteligente. O segundo, ahh o segundo! Forte e carinhoso querido por todos. Teimoso como ninguém e apaixonado pelas Jandaíras como eu.

Entre muitas palmas e lágrimas (principalmente Shyrliane, minha esposa) o Seu Carneiro fez um discurso caloroso que emocionou a todos, narrando rapidamente desde os primeiros anos ao lado de sua amada na antiga casa no pé da serra, anos difíceis de muito sofrimento, até os dias de hoje.
Apenas para vocês terem noção das dificuldades daquela época a minha mãe conta que não existia creme dental, a escovação dos dentes era feita naturalmente com o fruto do pé juazeiro, a água de beber tinha que ser coletada na cacimba do rio e trazida no lombo do jumento. Mesmo diante de tantas dificuldades o velho casal superou todos os desafios e se manteve unido até os dias de hoje.
Essa data não será esquecida por todos nós, afinal de contas 50 anos de união não são 50 dias, é nessas horas que a gente observar que as famílias não são mais como antes. Os conceitos mudaram muito, não sei se pra melhor, antigamente casamento era pra vida inteira. Perguntado sobre o segredo de como manter uma união por tanto tempo assim os dois responderam com duas palavras, paciência e compreensão, pra eles deu certo, quem sabe não dê pra mim também, vou tentar seguir o caminho do sucesso...

Taboleiro Grande, em 28 de dezembro de 2010.
att,

Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dia de muito trabalho "situando colônias"

Uma das coisas que mais dá trabalho na meliponicultura é passar um enxame do pau para caixa racional. Meus amigos, isso é um manejo desgraçado, sempre que tenho alguma abelha pra "situar" fico dias, chego a meses criando coragem pra fazer isso.

Primeiro por que toda transferência é muito traumática para as abelhas. Mesmo com todo o cuidado e com toda a experiência que nós aqui do Meliponíario possuímos não tem jeito, sempre se corre o risco de se matar muitas abelhas ou mesmo se perde alguma rainha durante essas "operações especiais", segundo por que é um trabalho cansativo, mesmo começando logo bem cedo sempre termino já bem tarde e com o ombro podre doendo.

Bem, mas como não dá pra criar de forma racional assim o jeito é enfrentar o trabalho, ter muita disposição pra gastar e paciência pra ir resolvendo os problemas que vão aparecendo durante abertura do oco.


A melhor hora pra se fazer isso é de manhã bem cedo, separe as ferramentas (cunhas, marretas, facas, garfos, serra circular etc).

A primeira coisa a se fazer é colocar uma caixa vazia no lugar e na altura que se encontrava o ninho natural pra ir acomodando as abelhas campeiras que forem chegando do mato e as abelhas que forem saindo durante as batidas iniciais no tronco, pra ajudar a aceitação uso um pouco de cera na entrada para familarizar as abelhas.

Antes de abrir propriamente dito, damos algumas batidas para irritar as abelhas, assim elas saem pra defender a morada, isso ajuda a reduzir os riscos de mortandades. Assim que saem vão defender a sua casa procurando beliscar o intruso, mas logo vão procurar o local inicial de sua casa, nessa hora vão dá de cara com a caixa racional que vão estranhar, mas vão entrar pois a Jandaíra não gosta de ficar muito tempo do lado de fora.


É nessa hora que iniciamos o trabalho pesado. O ideal seria trabalhar com o tronco na vertical, do jeito que se encontrava antes de você iniciar o manejo, mas é dificil trabalhar assim pois não existe apoio para a serra circular fazer o seu trabalho, então eu costumo deitá-lo, mesmo correndo o risco de gorar alguns discos mais novos. Mas nem sei porque costumo me preocupar com isso, pois a segunda etapa é a hora que mais me dá pena, é a hora de abrir os troncos com as cunhas e mareta.

Haaaa amigo, é agora que o bicho pega, cada batida que se dá é um grupo de células de cria novas (abelha em fase de ovo) que vai literalmente se perder, a forte pancada no tronco provoca o goramento dos discos mais novos, mesmo batendo de maneira cuidosa.

A preocupação agora não é nem com o ninho, é com os potes de mel e de polén. Ao iniciar a abertura com as cunhas vamos dando de cara com os potes, a minha dica se você pretende fazer esse manejo um dia é iniciar a abertura sempre por baixo, ou seja, pela área dos potes de mel. Nesse caso você pode ir retirando os que for encontrando de imediato evitando assim ensopar o resto do ninho (discos de cria) com mel.


Vá se preparando para gerar muita sujeira por que logo que se vai abrindo os potes de mel muitos vão se rompendo. A hora é de completa atenção, assim que possível vá levantando o tronco e fazendo com que o mel derrame sempre em direção oposta ao ninho, bem como já se prontifique, utilizando um faca ou mesmo um garfo de mesa, a ir retirando os potes de mel rompidos.

Continuando a abertura do tronco, ao encontrar a área do ninho tome muito cuidado para não descer muito com as cunhas evite bater exatamente onde se encontra o ninho pois se você não tiver cuidado a cunha pode atravessar os frágeis discos de cria, aí amigo o prejuízo é muito grande.




Vejam que na foto acima eu consegui abrir sem provocar quase nenhum dano ao ninho, mas nem sempre é assim pois muitas vezes os discos não ficam ligados só de um lado do tronco, o que provoca uma verdadeira destruição dos discos que ainda tem alimento larval. Nesses casos, o ideal é descartar esses discos e aproveitar somente os que já estão em fase de pupa, ou seja, os mais claros.




Com um faca retiramos os discos e alojamos com cuidado na caixa, durante essa acomodação dos discos se deve usar bolinhas de cera para apoiar os discos no piso da caixa, para que as abelhas possam circular por baixo dos discos, isso também evita que o peso dos discos de cima acabem destruindo os de baixo. Lembre-se que todo cuidado com a caixa é pouco, o ninho está solto e a caixa deve ser tratada com muito cuidado para se evitar grandes impactos. As abelhas só vão colar tudo isso depois de alguns dias.


(clique na foto para ampliar e procurar pela rainha que está se escondendo)


Durante a passagem do ninho, vai se procurando pela rainha, na verdade, vai se procurando por ela durante todo o processo, pois muitas vezes ela pode estar entre os potes de mel não sendo vista de imediato, nesse tronco quase que eu perdi a rainha pois já tinha procurado por ela em todos os pedaços do oco, mas não tinha encontrado, já estava quase desistindo quando avistei de relance escondida entre pedados de cera. Sorte eu ter olhos de águia!!!

Mas se por acaso não encontrarmos ou mesmo se você matá-la sem querer, nem tudo está perdido pois as operárias, se no ninho tiver discos já velhos, vão escolher outra em seu lugar. O ruim é quando não se tem muitos discos, aí se deve retirar algum de outra caixa para ajudar as abelhas. Por isso é que toda essa operação é cheia de riscos e deve ser feita com muito cuidado, pois caso contrário podesse perder todo o enxame.


Localizando a rainha ela deve ser capturada e guardada em algum recipiente e só ser devolvida a colônia depois de todo o fim do processo de transferência.





Na foto acima eu estou deitado para evitar derramar o mel do restante dos potes em cima das abelhas que não sabem voar, todo o trabalho e sacrifício é para evitar matar o máximo de abelhas possível.

Uma ferramenta indispensável é uma cerveja bem gelada pra matar a sede nas horas de maior dor de cabeça, pois nem tudo sai como planejado e muitas vezes você é obrigado a mudar o próximo passo para evitar não ferir as meninas.

Muitas delas ficam tentando se esconder entre os potes e as brechas do tronco e devem ser ao máximo preservadas, vou retirando o mel furando os potes. O mel vai escorrendo e de imediato se deve colocar algum recipiente para se aparar o líquido delicioso que vai derramar.

Esse mel vai está bem sujo de pó de madeira e muitos pedaços de própolis, esse mel não pode ser comercializado por todas as questões sanitárias que envolvem essa trabalhosa operação, mas certamente pode ser decantado e filtrado para ou ser devolvido as abelhas ou ser consumido por nós aqui em poucos dias. Poucos dias mesmo por que aqui em casa, todos querem um colher desse mel, tem gente aqui que mais parece criança fazendo birra pra levar mais do que pode, rssssss..




Os potes que são removidos são furados e escorridos, a cera é lavada e deixada pra secar rapidamente no sol, se demorar muito eles vão derreter durante a exposição, por isso é preciso manter o formato inicial, depois de secos e limpos eles serão devolvidos a colônia. Não se deve colocar potes de mel lambuzados dentro da caixa nos primeiros momentos, pois alguma coisa pode se soltar e derramar ainda mais dentro da caixa, provocando um grande lambuzeira. Fora que o mel derramado dentro pode despertar nas outras caixas a pilhagem, ou que vai gerar brigas e muitas mortes.


Fora os potes de mel temos os potes de pólen, se os mel não pode ser colocado de imediato os polén nem pensar, esses só são colocados de 3 a 4 dias após a colônia já está alojada em sua nova morada, a colocação desses potes de pólen abertos atraem os malditos forídeos, para aqueles que não sabem leiam sobre eles no tópico aí (http://www.meliponariodosertao.com/2009/05/o-inimigo-n-1-da-jandaira.html), o ideal é deixá-los na geladeira para evitar a contaminação e manter a sua conservação.


Por fim, é chegada a hora de utilizar o pulmão, utilizando o sugador de abelhas, instrumento dos mais fáceis de fazer, vai se coletando o restante das abelhas (as que não sabem voar e as que estão lambuzadas de mel) é muito importante fazer isso pois nenhuma abelha pode ser deixada de ser aproveitada, as abelhas sem ferrão, em especial a Jandaíra, são abelhas que são pouco populosas comparadas as abelhas do gênero apis, um ninho de Jandaíra dificilmente ultrapassa as 800 abelhas, bem diferente da africanizada que pode chegar na casa dos 60 a 80 mil abelhas, então cada abelha é importante para colônia pois caso muitas sejam perdidas isso vai provocar uma demora no desenvolvimento ou mesmo na própria recuperação da colônia.



Após, retira-se a casa que estava enganando as abelhas e colocá-se no lugar a casa que se encontra o ninho, nessa hora devolvemos a rainha ao ninho e abrimos o sugador de abelhas virando-o rapidamente dentro da caixa que está o ninho. As abelhas mais uma vez vão sair da caixa enganadora e vão tentar novamente entrar na caixa definitiva que estão os discos de cria e as abelhas que não sabem voar.
Por fim, depois de todo esse trabalho que dura em média quase uma hora o jeito é limpar toda a bagunça, tomar um bom banho e ir beber o restante das cervejas geladas estão no congelador porque eu também sou filho de Deus, rsssss....
att,
Mossoró-RN, em 20 de dezembro de 2010
Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Inspecionando as novas divisões

Uma das coisas que mais gosto de fazer e que me traz uma imensa satisfação é a divisão de colônias, quase toda semana fazemos alguma divisão em nossos enxames, a prática desse procedimento tem nos levado a um nível muito bom formação de novas rainhas.
Isso se deve principalmente ao fato do grande número de colônias no mesmo local, o que nos dá sempre boas opções de discos e operárias. A técnica é quase sempre a mesma, retiramos discos maduros de alguma matriz e cedemos operárias de outra caixa. As vezes eu uso até 3 caixas pra formar apenas uma, a primeira retiro discos, a segunda abelhas e a terceira retiro potes de alimento. Retirando um pouquinho de cada ninguém é prejudicado e rapidamente se recuperam para uma nova divisão.
A foto acima foi tirada essa manhã durante uma rápida inspeção nas caixas recém formadas e mostra uma das rainhas novas, essa tem aproximadamente 8 dias de fisiogastria, já podemos ver um ligeiro alongamento no seu corpo, bem como o crescimento da gordura abdominal, essa gordurinha é responsável pela produção do Feromônio Corporal de Rainha, esse é o cheiro exclusivo das rainhas fisiogástricas.
Observando atentamente, ela ainda não possui a dilatação idela do seu abdomem, esse processo de desenvolvimento do ovários (ovaríolos) da rainha demora em média 25 a 30 dias, somente após esse período é que podemos dizer que o enxame realmente está estabilizado com sua média de postura regular.
Nesses primeiros dias a rainha anda pelo enxame buscando novas adeptas para sua corte, ela precisa ser aceita pela elite, depois fecundada e em seguida, novamente aceita pelas abelhas. Somente após todo esse processo é que realmente ela passa a liderar a postura.
As primeiras células de cria já foram postas, mas não significa dizer que se tratam de crias férteis, muitas vezes a rainha nova ordena a construção de células de cria que apenas contém alimento larval rico em feromônios reais, a rainha ordena que as operárias se alimentem daquele "alimento", isso é usado pela rainha para castrar quimicamente as suas concorrentes, esse processo é bastante complexo pois a rainha nessa fase luta ao mesmo tempo para ser aceita e não ser morta pelas suas irmãs.
Não é a toa que nesses primeiros dias a rainha nova anda pela colônia sempre acompanhada de suas batedoras, são abelhas de sua confiança que fazem a sua escolta pelo enxame. Ela precisa disso pois ainda não tem todas as suas armas químicas para o domínio completo sobre o enxame.
A nós, pobres admiradores desses insetos maravilhosos, nos resta apenas torcer pela nova rainha para que ela possa reinar por longos anos nessa mais nova casinha de Jandaíra do Meliponário do Sertão.

att,

Mossoró-RN, em 15 de janeiro de 2010.

Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

1º Colocado - Raul Rodrigues

"Todos os textos vencedores são dígnos de publicação, mas o texto do Raul muito me chamou atenção não somente pelo linguagem poética usada, mas principalmente pela idade do meliponicultor, ele é apenas um garoto, um adolescente.
Mas sinto em suas palavras e fotos uma demonstração tão grande de afeto por esses pequenos insetos que não poderia deixar de registrar esse fato aqui. A sua hitória é capaz de seduzir novos adeptos a meliponicultura de maneira melhor que muitos tratados de manejo melipônicos.
Desfrutem de um dos melhores relatos a respeito da Meliponicultura que eu já li por aqui."


Por Raul Rodrigues

‘A menina moça olhou pela porta dos fundos, os dois olhos castanhos e atentos fitavam as duas casinhas de madeira e telha branca. Seu pai, austero e atento sob seu chapéu de palha, do lado de fora, observava sem poder fazer nada. Com os olhos bem abertos, arregalados, ela saiu de casa cautelosamente, ao lado de seu pai, fitou a agonia das uruçus, jandaíras, moças-brancas, mosquitos e rajadas sob um grandioso e faminto enxame da abelha ‘óropa’.

Cortiço por cortiço, colônia por colônia, as abelhas eram massacradas. O chão de terra batida, dia após dia, adquiria uma cobertura de abelhas mortas em sua luta valente contra as invasoras. A menina mulher sentiu seu coração palpitar. As canudos de seu pai já não existiam mais, as uruçus estavam quase extintas, resistiam as jandaíras e as rajadas, e estas últimas pareciam estar perto de seu último e triste suspiro.

Ela estava cansada de assistir ao massacre, ele também. Ele também. Depois de devotar seu amor e parte de seu tempo livre às abelhas sem ferrão, agora podia ver todo seu trabalho jogado fora, e o pior, impunemente. Na cidade próxima um enxame da ‘óropa’ havia matado um homem, no povoado ao lado, um boi, ninguém era doido de chegar perto da ‘abeia atentada’.

Em meses todos os cortiços estavam vazios, com exceção de uma mosquito ou jati entre duas telhas, que até hoje, cerca de quarenta anos depois, persiste no mesmo lugar. De duzentas colônias, ele chegou a apenas uma. De litros e litros, a nada, só o vazio e o lamento de quem fora o maior meliponicultor de uma região. ’


Na foto acima existe o que restou do cenário da história: o último quarto preservado da demolição fazia parte de uma grande, antiga e respeitável casa de tijolos brancos, onde gerações de minha família moraram, no distrito de Areia Branca, entre Lagoa Salgada e Vera Cruz, atrás, sob a jaqueira, havia dois galpões onde meu bisavô criava suas abelhas.
Minha avó, a menina moça, hoje não tão menina (e moça), foi quem me relatou os fatos para que eu pudesse tirar da minha imaginação a pequena crônica aí de cima, estes fatos também são responsáveis por terem me inspirado a se tornar, não o meliponicultor de hoje, mas o amante obstinado das criaturas maravilhosas que são o infatigável povo alado fazedor de mel.
Tudo começou depois de um desmaio meu durante um manejo-aula de apicultura. Em baixo do sol quente do Nordeste, maravilhado ao observar o trabalho incansável e a organização impecável das abelhas, agoniado pelo zumbido e desidratado e faminto(não havia tomado café da manhã), acabei com a vista escurecida, tonto e na beira de um desmaio. Dei preocupação a Gunthinéia, minha professora, mas depois, preocupei ainda mais minha mãe, que fez questão de preocupar minha grande família em questão de minutos.

Levei um carão dela e de todos meus familiares. Minha avó não fez diferente. No entanto, depois do sermão, ela me contou que existiam abelhas sem ferrão. Surgiu a paixão. E meu pai deu corda. Li a obra do Monsenhor Huberto em menos de dois dias, encontrei entre outros este site, fui alimentando minha fome de conhecimento, e de curiosidade, desde então, nunca deixei de estudar as abelhas, seu comportamento, sua biologia, seu manejo e sua história.

Depois de diversas buscas infrutíferas, conseguimos três colônias de jandaíra, foi trabalho demais para um meliponicultor de primeira viagem. No mesmo dia, tive que salvar uma colônia quase extinta e fazer crescer duas outras famílias nada boas. Segui nesse rumo até outubro deste ano, quando houve o X Congresso Íberolatinoamericano de Apicultura, em Natal, do qual fui estagiário e parte da comissão organizadora (graças à minha amiga e professora Gunthinéia, Secretária Internacional do evento).

No congresso fui um dos responsáveis pelo stand de meliponicultura, onde havia o meliponário móvel de Paulo Menezes, alguns cortiços inabitados de jandaíra e cinco colônias de uruçu, deixadas á mostra pelo Coronel Sérgio Guimarães, que, antes disso, havia me chamado e dito: ‘Raul, vi o quanto você é empenhado. Temos aqui cinco colmeias de uruçu... Se você conseguir me vender quatro, fica com a quinta.’


Não acreditei, mas mesmo assim, vendi todas em menos de quinze minutos. E com o fim do congresso, tive minha primeira colônia de uruçu (olha os favos de cria dela aí do lado), e um último parecer do Coronel: ‘Você ama o que faz, você vai longe.’

Não fiquei estagnado, procurei crescer em conhecimento (e número de colônias, é claro). Por um acaso, descobri que um dos meus tios-avôs (meu ‘pedigree’ é de meliponicultor, minha família é meliponicultora por excelência, rsrs) ainda mantinha duas colônias de jandaíra, e tinha interesse em vendê-las, comprei-as sem demora alguma, hoje, tenho minhas promissoras seis colônias de jandaíra, uma delas resultante de uma divisão, a primeira colônia de uruçu, duas colônias de mosquito (presentes, as duas), uma colônia de rajada em um toco de barriguda e outra de moça-branca em um tronco de jucá, ainda não as situei por falta de tempo, mas pretendo fazer isso assim que terminar o semestre.


Meus cortiços tem uma diversidade incrível de cores, tamanhos, formas e madeira(infelizmente, de qualidade também), mas agora, emprego os ‘meus’ próprios cortiços. Meu pai tem uma empresa de marcenaria, e como bom incentivador, é quem confecciona para mim as caixas, basta eu lhe dar as medidas (e ele ter tempo) e temos uma colmeia de qualidade pronta para ser habitada.

Todas as minhas colmeias são no modelo nordestino (meio suspeito), com exceção de uma, que é uma INPA meio ‘adulterada’, com encaixe macho-fêmea entre os módulos. Sempre efetuo minhas inspeções periódicas aos fins de semana de quinze em quinze dias, no entanto não regularmente, porque não vivo só de abelhas sem ferrão (infelizmente) e não curto muito o estilo Chico Xavier de fazer provas de cálculo.

Todos os meus manejos são efetuados por mim, e geralmente sou secundado pela minha irmã, única disponível (meu pai vive ocupado e minha mãe prefere não se ‘apegar’ a outro animal além da cadela da família), é uma excelente e curiosa auxiliar, sempre ávida por ser recompensada por seus serviços com uma colher de mel (no lugar, lhe dou sempre uma colher de xarope, não sei como ela ainda não percebeu, rsrs).



(olha ela aí na foto, parecendo uma cigana, com sua colmeia de jandaíra preferida)

Minha avó é uma fonte de conhecimento antigo à cerca da meliponicultura, sempre a procuro além dos livros antes de proceder com alguma forma de manejo, buscando uma ‘conciliação’ entre a experiência dos antigos e o conhecimento técnico e científico, além dela, procuro sempre conhecer outros meliponicultores, e, mesmo que não tenham tanto acesso à literatura e ao modo de proceder mais eficiente, sempre ouço atentamente tudo o que eles podem dizer.

Minha perspectiva sincera é crescer, mas crescer aprendendo, esperando chegar a hora certa para cada coisa, não colocando a carroça na frente dos bois.

Esse rapaz radiante na foto acima sou eu, Raul, ao lado do meliponário feito por meu pai, Lucas. O meliponário é eficiente, mas já não comporta bem meu número de colônias. Neste fim de ano, a Escola Agrícola de Jundiaí, da qual sou estudante, teve a aprovação de um projeto seu de meliponicultura, no qual posso reconhecer que tenho ‘mais de um dedo’, com o projeto a unidade da UFRN será contemplada com a instalação de um meliponário em suas dependências.

Inicialmente, nosso projeto só prevê a realização de nosso trabalho de pesquisa, mas depois, tenho esperanças de que finalmente a meliponicultura será colocada entre a grade de matérias da escola, fazendo conhecer e preservar nossa tão querida e amada ciência(ou arte?), e eu vou cumprindo meu papel de meliponicultor, divulgando nossos serviços, trabalhando por nossas abelhas, na esperança de que nós sejamos reconhecidos publicamente como o que já somos: nobres preservadores das tradições de uma forma de conhecimento tão necessário.

att,

Raul Rodrigues
Jundiaí-RN

2º - Colocado - Leo Pinho


A nossa vida é curiosa e nos leva por caminhos jamais imaginados. Em Abril de 2007 minha mãe iniciou uma grave crise de Bursite no ombro direito devido a LER (Lesão por Esforço Repetitivo) desenvolvida após anos e anos de trabalho como caixa do banco Caixa Econômica Federal.


(Ana Pinho, minha mãe e “sócia” na meliponicultura)

Eram horas de fisioterapia, acupuntura, alongamentos, injeções para amenizar a dor, entre outros. Minha mãe sofreu bastante nessa época sem conseguir andar, sem conseguir sentar ou mesmo se alimentar. Até dormir era uma tarefa árdua.


Um dia, em uma das suas sessões de fisioterapia, uma pessoa comentou sobre a eficácia das picadas de abelhas na cura de pessoas com problemas semelhantes. Desesperada para resolver de qualquer forma esse problema, ela me pediu que a levasse para o setor de Apicultura da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), pois ela já não estava em condições de dirigir. Muito prestativo e curioso para ver a engraçada cena de minha mãe levando picadas de abelhas, a levei na primeira segunda-feira que tivemos (eles pediram que fôssemos somente nas segundas-feiras).


Foram semanas e semanas de tratamento. A cada nova semana, nós ficávamos mais curiosos sobre as abelhas. Eu costumava perguntar tudo. Até demais, eu acho. E fui tendo vontade de criar aquelas abelhas. Até que um dia, eu levei uma ferroada tentando pegar a abelha para colocar no ombro da minha mãe e sussurrei com muita dor: “Puts, essas abelhas seriam perfeitas se não tivessem esse ferrão”. Instantaneamente um dos alunos respondeu: “E existem abelhas sem ferrão”. Aí olhei pra ele e comecei a perguntar sobre o assunto. Enquanto ele me explicava, eu comecei a ficar com muita vontade de criar as abelhas nativas sem ferrão.


(Leo Pinho, de olhos fechados e carregando alimentadores vazios)

Em Outubro de 2007 fiz o curso de criação e manejo de Melipona scutellaris com o Sr. Chagas e D. Selma, em Igarassu/PE. A Granja dele fica a apenas alguns quilômetros da minha Granja. Uma surpresa incrível.


(Nosso meliponário com 25 caixas de Uruçu Nordestina, no meio da mata atlântica)

De lá para cá, iniciei a criação de Uruçus Nordestinas, Jandaíras, Jataís e desejo ter muitas outras, ainda. Me pego no trânsito olhando para as árvores, procurando abelhas e flores.

Sempre fui um amante da natureza e agora estou ainda mais engajado na luta contra o desmatamento, poluição e afins. Sou membro colaborador do Greenpeace e se pudesse, viveria 24 horas por dia com as abelhas nativas que tanto amo, afinal de contas, não tem atividade mais prazerosa do que a de um meliponicultor.

Um forte abraço, do amigo,

Leo Pinho
http://www.granjapousoalegre.com.br

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

3º Colocado - Issac Soares de Medeiros

Dois anos de Meliponário do Sertão.

Há quase um ano atrás, navegando na internet em busca de uma pesquisa sobre meliponicultura, me deparei com o site Meliponário do Sertão. Lembro que passei quase uma hora lendo os textos desse cara que hoje é referência nacional quando se fala em meliponicultura, não só pelo seu conhecimento, mas pelo amor e dedicação que tem por nossas tão amadas melíponas.

Foi inspirado nele que nasceu o ânimo para tirar do papel a idéia de criar algo e expor o meu trabalho que, sinceramente, é meio solitário em minha região. Há alguns meses, crie o blog “Abelhas do Sabugi” (http://www.abelhasdosabugi.blogspot.com/) que, apesar do pouco tempo, já me rendeu muitas amizades e muitos contatos, dentre esses está o amigo Kalhil Pereira. Até agora só nos comunicamos por e-mail e telefone, mas já considero um amigo.

Minha história com as abelhas está ligada ao desejo de ver minha terra mais protegida e preservada. Vejo nesta criação uma ferramenta forte na luta contra os diversos crimes cometidos contra o meio ambiente, pois onde existe um criador de abelhas, seja ela com ou sem ferrão, existe um preservador da natureza.
Sou casado e tenho duas filhas, que são mais importantes pra mim que meu próprio coração, e parece que herdaram do pai a curiosidade por esses seres alados. Quem as ver de longe em meio as colméias chega a pensar que estão me atrapalhando, mas não, na verdade estão é me ajudando.


Meus pais, juntamente com meu irmão caçula, moram em um sítio onde estão a maioria de meus enxames. E todo final de semana é sagrado, vou com toda a família para o sítio. A atividade principal é a lida com as abelhas, acho ate que trabalho mais nos fins de semana que no decorrer dela, rs.

Às vezes, minhas filhas estão lá fazendo a maior bagunça, aí chegam meus pais dizendo: venham pra cá minhas filhas, vocês estão atrapalhando seu pai. Mas aí eu digo: tão nada, pode deixar! Eu penso - quem sabe uma delas será imensamente maior que eu?! E que tenha realmente sabedoria e inteligência pra fazer parte na luta por um mundo mais verde. Aí vou deixando e vou admirando a curiosidade e admiração delas pelas abelhas, que eu também tanto admiro.

Se, quando crescerem, por acaso escolherem outra profissão, outra atividade, mas já valeu a convivência, foi boa a desculpa pra está sempre perto. E no futuro toda vez que abrir uma colméia, caso não estejam mais junto de mim, lembrarei com saudades das duas. Terei um motivo a mais para estar em meio a minhas colméias.

Sei que assim como aconteceu comigo, a curiosidade delas um dia se transformará em amor ou, no mínimo, terão consciência da importância de se preservar o ambiente em que vivemos. E, no futuro, sempre que quiserem recordar um pouco a infância poderão acessar na internet: abelhas do sabugi, meliponario Braz, abelha nativa, abelhas sem ferrão, criação de abelhas na Amazônia, meliponario Alencar, meliponario do serrado, meliponario vale da pedra branca, melíponas da Paraíba, meliponario abelhas de ouro, AME –Rio e MELIPONARIO DO SERTÃO.

O site “ Meliponario do Sertão” não foi o primeiro a ter como tema a meliponicultura, mas com certeza foi o primeiro a tratá-la com intimidade, mostrando com clareza e simplicidade o quão prazeroso é trabalhar em parceria com esses seres.
Nele encontramos desenhado com letras uma bela tela que retrata muito bem a relação de parceria entre o meliponicultor e suas abelhas.

Dentro de poucos dias esse fantástico site completará dois anos e Kalhil Perreira e Meliponario do sertão, ou, Kalhil Perreira e suas meninas (como chama carinhosamente suas abelhas) já fazem parte do vocabulário melipônico do Brasil.

Parabéns, Kalhil Perreira! Parabéns “Meliponario do Sertão”! Que esse seja apenas o começo, e continue contagiando muitos outros com essa doce loucura que sofre todo aquele que tem contato com esse mundo fascinante, pois quem as tem por perto, inevitavelmente aprende a enxergar a verdadeira beleza que nos cerca. E Só não consegue entender de onde vem o amor e a dedicação que temos por elas quem nunca parou pra olhar direito o quanto é bela e sábia a nossa mãe natureza.

Att,

Isaac Soares de Medeiros.
www.abelhasdosabugi.blogspot.com

Resultado do Concurso - Publicação dos Textos

Antes de anunciar os vencedores do Concurso de Texto para o Meliponário do Sertão quero agradecer de coração a todos os amigos meliponicultores espalhados pelo Brasil e Mundo a fora que enviaram os seus trabalhos.
Durante esses dez dias de recebimento tivemos a gratificante participação de 23 meliponicultores, dos mais variados lugares, que nos remeteram os seus textos para concorrerem a publicação de seus trabalhos nesse espaço virtual que a cada dia cresce e ganha novos seguidores.
O Meliponário do Sertão é hoje um dos blogs mais visto sobre meliponicultura no Brasil, fato esse que nos engradece, todavia ao mesmo tempo nos enche de responsabilidades, pois muitas pessoas tem as nossas atividades como fonte de conhecimento e referência. Espero nunca decepcioná-los, estarei sempre trazendo atualidades e novos conhecimentos sobre a meliponicultura, em especial sobre a Jandaíra.
Estou muito feliz pelo sucesso do Concurso, pois o número de participantes muito me surpreendeu, não esperava que tanta gente tivesse interesse em relatar um pouco a sua vida e de quebra, disputasse um maravilhoso potinho de mel de Jandaíra assim, rssss....
Infelizmente, infelizmente mesmo, não poderei publicar todos os textos pois o nosso espaço é pequeno e não caberia tantas publicações assim, mas como prometido, os três melhores trabalhos serão publicados e ganharão cada um, um belo Pote de Mel de Jandaíra de nosso Meliponário com todas as despesas de remessa pagas por nossa conta.
No decorrer dos próximos dias eu estarei publicando os textos vencedores, aqueles que foram escolhidos devem nos remeter o seu endereço completo para a remessa do prêmio.
Aos que não foram publicados, gostaria de agradecer imensamente pela participação e que dentro do possível, estarei publicando alguns textos se assim me forem autorizados.
Aos leitores, espero que gostem dos textos selecionados, em todos há uma imensa carga de sentimentalismo e de amor pelas abelhas sem ferrão, traços fortes de todo aquele que direta ou indiretamente tem as abelhas presentes em sua vida.
att,


Mossoró-RN, em 09 de dezembro de 2010.
Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

50.000 visitas!!!!! (Concurso de aniversário do Blog)

É com muito prazer e imensa alegria que anunciamos que o site do Meliponário do Sertão chegou na data de hoje ao número de 50.000 visitas! O blog foi criado em janeiro de 2009 e no próximo mês completa dois anos.
Nesse tempo estivemos sempre divulgando, incentivando e acima de tudo, transmitindo a todos que nos acompanham o grande amor que possuímos pelas nossas queridas abelhas sem ferrão, em especial pela Jandaíra (melipona subnitida), a nossa rainha do sertão.
Lembro-me que quando o blog entrou no ar praticamente contava nos dedos o reduzido número de sites que tinham como tema a meliponicultura, mas graças a nossa pequena contribuição e incentivos pessoais muitos outros sites e blogs foram criados e atualmente estão em plena atividade.
Isso, do ponto de vista pessoal, é extremamente gratificante, pois temos certeza que a meliponicultura vem crescendo, ganhando força e sendo muito bem divulgada. Fato esse que me deixa muito feliz, pois me sinto responsável por uma pequena parte dessa nova fase na meliponicultura no Brasil.
O nosso blog hoje está entre blogs mais visitados no mundo sobre as abelhas sem ferrão, temos uma média diária de pouco mais de 200 visitas por dia por amigos do Brasil e mais 52 países espalhados pelo Mundo.
Devido a isso, quero nessa data fazer uma grande desafio a todos os amigos que acompanham o Meliponário do Sertão, dessa vez eu não vou escrever nada, quem vai escrever serão vocês....
Como assim??????
CONCURSO DE ANIVERSÁRIO DO BLOG DO MELIPONÁRIO DO SERTÃO
É muito simples. Eu quero que todos vocês, espalhados pelo Brasil e pelo Mundo, relatem para nós como foi ou mesmo com é o seu contato com as abelhas sem ferrão.
Você amigo meliponicultor narre uma postagem falando de seu dia dia com as suas abelhas, nos diga como tomou conhecimento a respeito das abelhas sem ferrão pela primeira vez na sua vida, quais espécies cria e em que caixas. Ilustre com fotos ou dezenhos, mande fotos de você, de sua família (se ela também fizer parte da sua criação), de seu manejo e principalmente, mande fotos de suas abelhas.
As 3 melhores postagens (com texto e fotos) serão publicadas no blog do Meliponário do Sertão e de quebra, os três vencedores ganharão 01 (uma) garrafa de 800g do mais puro mel da abelha Jandaíra produzido por nós, só lembrando que o nosso mel ficou em 1º Lugar no Concurso Nacional de Méis de Abelhas sem Ferrão ano de 2009, ou seja, vale a pena.
Não perca tempo, faça logo o seu texto e nos mande. Aqueles que desejam participar devem enviar os seus textos em arquivo tipo Word (.doc) para o e-mail: kalhil_p@yahoo.com.br, título: Concurso Meliponário do Sertão. Os textos deverão ser enviados até o dia 10 de dezembro, quando serão anunciados os ganhadores e será feita a publicação dos textos vencedores.
Participe!!! Estamos esperando por vocês...
att,
Mossoró-RN, em 1º de dezembro de 2010.
Kalhil Pereira França
Meliponário do Sertão